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O crédito empresarial no Brasil vive um momento de transformação. Fintechs de crédito, com modelos mais ágeis e acesso inteligente a dados, vêm ganhando espaço e ajudando empresas de diferentes portes a desbloquear novas possibilidades. Segundo levantamento recente da PwC Brasil com o portal Finsiders, essas plataformas liberaram R$ 35,5 bilhões em crédito em 2024  um salto de 68% em relação ao ano anterior. E mais do que volume, os dados indicam maior qualidade: a inadimplência entre pessoas jurídicas caiu de 5,3% para 3,4%, revelando um ambiente mais sólido e maduro para o crédito no país.

Esse movimento é puxado principalmente por micro e pequenas empresas, que responderam por mais de 70% da carteira PJ dessas fintechs. Mas o crédito também está alcançando players de grande porte: mais de 800 companhias com faturamento superior a R$ 300 milhões já foram atendidas por essas instituições. O setor não está apenas mais acessível está mais estratégico. Com operações mais organizadas, muitas empresas vêm demonstrando estrutura para buscar crédito com confiança. Uma em cada quatro fintechs entrevistadas possui mais de 300 colaboradores, e 13% já ultrapassaram a marca de mil funcionários.

Ao mesmo tempo, o Brasil passa por uma reavaliação de suas projeções macroeconômicas. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, o crescimento do PIB para 2025 foi revisto para baixo, refletindo um contexto de maior cautela. A inflação (IPCA), por outro lado, teve sua projeção reduzida pela 13ª vez consecutiva neste ano uma sinalização de estabilidade que pode favorecer decisões mais ousadas por parte das empresas. A confiança do consumidor, medida pela FGV, caiu novamente em agosto, mas isso não tem impedido o setor produtivo de agir. O momento exige atenção, mas também inteligência e parceria para construir soluções sustentáveis de crescimento.

E essa reorganização não se limita ao crédito. Uma discussão em andamento no Ministério da Fazenda propõe uma reordenação das atribuições entre Banco Central, CVM e Susep, com o objetivo de evitar sobreposições regulatórias. A medida busca aumentar a segurança e clareza no sistema financeiro, garantindo um ambiente mais confiável para empresas que atuam com crédito, investimentos e seguros.

Para as empresas que querem crescer com solidez, o momento atual pode representar mais do que um ciclo de bons números. Ele mostra que, com a estrutura certa, é possível unir ambição e confiança para desbloquear novas oportunidades. O crédito não precisa ser visto como um risco, mas como uma ferramenta estratégica de expansão.

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